Quinta-feira, Junho 10, 2010

Marca, Relacionamento e Autismo

Estou postando alguns comentários pessoais e parte do texto original do blog CHMKT com o interessante tema: "Sua marca sofre de autismo?" do gestor de marcas britânico Mark Earls. Para o link original, clique aqui.

Falar sobre "comunicação" é falar de um universo de assuntos tão vasto quanto falar sobre sentimentos e relacionamentos. Aliás, o comunicar em si envolve exatamente isto: relacionar-se. E para que exista uma relação é necessário haver, no mínimo, duas partes que se interajam. Esta interatividade, para que seja duradoura e eficiente, precisa ter também empatia. É justamente neste ponto que se encontra todos os segredos de um bom relacionamento, seja na vida amorosa, amizade, família e na vida profissional.

Assim com toda relação, incluindo a vida profissional, a empatia genuína é o ponto fundamental na construção de uma relação de fidelidade, confiança e transparência. Garantir a fidelidade de um cliente ou mesmo a certeza de bons negócios depende muito da verdadeira empatia por parte dos contratados, seja qualquer vendedor, antendente e/ou prestadores de serviços.

Sobre prestação de serviços, gostaria de colocar aqui a importância da verdadeira empatia nos atendimentos dos profissionais da comunicação - Consultores, Planners, Diretores de arte, Atendimentos, Executivos, etc. - todos precisam prestar atenção aos detalhes que envolvem o bom e eficiente atendimento. Saber ouvir é tão importante quanto a execução do serviço solicitado, demonstrar eficiência hoje em dia envolve demonstrar boa capacidade de relacionamento e verdadeira preocupação* com os negócios alheios.

Algumas pessoas sofrem de uma doença chamada autismo(esta citação não tem nada a ver com o post anterior). O autismo é um problema no desenvolvimento de alguns seres humanos que os torna incapazes de interagir ou desenvolver empatia com os outros. O certo é que a forma de diagnosticar o autismo tem a ver com a capacidade de interação que tem o indivíduo. E isso é crucial porque o problema não está na incapacidade de comunicar, mas sim na capacidade de interagir.

Da mesma forma, faz sentido questionar se uma marca é autista. Não porque ela comunica (muitas delas têm níveis de investimento publicitário acima da média da categoria), mas porque não são capazes de se relacionar. A realidade é que muitas das marcas que se comunicam com os consumidores parecem excessivamente obcecadas por entregar uma mensagem, e não por criar uma relação. Ou seja, as empresas contratam as agências de publicidade para criar campanhas que ‘entregam uma mensagem’ e não campanhas que ‘estabeleçam uma relação’.

Visto que o futuro das relações de negócios depende das presentes relações entre contratantes e contratados é crucial que todos se conscientizem da necessidade de verdadeira preocupação com os negócios da outra parte. O relacionamento com seu contratante vai definir a saúde dos seus negócios no futuro - até aqui nada novo, mas nem sempre se faz presente na consciência dos profissionais.

Portanto, as responsabilidades de se gerir uma marca inclui indiscutivelmente a responsabilidade de saber se relacionar e demonstrar verdadeira empatia com os negócios do cliente. A sua saúde profissional depende de você zelar pela saúde do seu vizinho e companheiro de negócios.

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